Médium e mística
É possível que a mulher Perséfone não nos impressione particularmente no primeiro encontro devido a sua modéstia e discrição, uma pessoa simpática e aparentemente ansiosa por agradar, tendo em si um encanto distintivo, ainda que não seja o fascínio reluzente de uma mulher Afrodite, nem o calor natural de uma Deméter.
A mulher Perséfone é envolta por uma aura de mistérios. O seu mundo é paranormal, mas ela se sente atraída pelos ensinamentos da metafísica mais do que pelas ciências naturais convencionais.
Contam as lendas que Perséfone passeava em seu vasto jardim, quando parou para colher narcisos, neste momento a terra se abriu e Hades, o Deus do submundo, emergiu numa carruagem e a seqüestrou.
Muito se passou e Perséfone ingressava mais e mais no submundo, Hades vendo o sofrimento de sua amada, decidiu devolve-la ao mundo dos Deuses, mas neste momento, um banquete foi servido a Perséfone e Ela comeu 6 sementes de romãs, fruta dos mortos, a partir deste momento, Perséfone pertencia ao mundo dos mortos e não podia mais voltar. Hécate então interveio sugerindo um acordo, Perséfone passaria seis meses no mundo dos Deuses com Deméter e seis meses com Hades.
Com o passar do tempo Perséfone Hades se apaixonaram, Perséfone pôde entender o mundo dos espíritos, entendeu que a morte e descanso é necessário para todas as coisas viventes e Hades pode entender a beleza do renascimento, ele compreendeu que o renascimento é a oportunidade de esquecer e recomeçar. Eles entenderam o fluxo de vida, morte e renascimento e juntos reinaram o submundo.
É comum que mulheres Perséfone tenham suas infâncias marcadas por “ritos de passagem” para o mundo inconsciente. A experiência com a morte, o mundo dos espíritos tendem a fortalecer a jovem Perséfone, conforme as lições forem sendo aprendidas, mais madura ela se torna quanto maior, a fuga mais constante se torna o círculo vicioso. Poderá ser propensa a atrair problemas ou ser atraído por pessoas com problemas.
A mulher Perséfone tem sua vida voltada para o mundo espiritual, contudo ela quer um companheiro que também busque coisas espirituais, alguém que tenha genuinamente empatia com a noção e a realidade das influencias espirituais. Optará por relacionar-se com homens introvertidos de propensão espiritual, homens meigos e gentis, com uma certa qualidade feminina que poderíamos chamar de protetividade.
Para as mulheres Perséfone de hoje existe realidade em que vive em dois mundos o de inconsciente e o mundo real.
A mulher Perséfone possui uma intensa vida interior, uma vida que para se auto proteger, ela raramente revela a alguém. Quando deixada a sós (e isso é o que ela mais deseja), talvez comece a anotar diários secretos, a pintar, a escrever ficções ou a dedicar-se secretamente ás suas próprias visões e formas de meditação.
Esgueiradas nas outras deusas as mulheres Perséfone, dão um torno em sua vida, um emprego, serem esposas, mães, trabalho voluntário, etc. Desta forma a mulher Perséfone sai do mundo inconsciente/espiritual e se expressa no mundo físico.
A mulher Perséfone é marcada pela descida ao submundo, algo que a faz questionar seus valores, sentimentos, crenças e lições. Estas são oportunidades para a mulher Perséfone se conhecer e se reestruturar caso contrário, mais decidas ocorreram.
Da mesma forma como a Deusa Perséfone vive a dualidade também vivem as mulheres regidas por esta Deusa. Quando Perséfone está no submundo sente saudade do reino dos deuses com suas luzes, cores, a suave fragrância da primavera e os carinhos de sua mãe Deméter. No entanto, quando está no reino dos deuses, sente saudade de Hades, o seu amor e consorte. Este mecanismo acontece com toda as mulheres Perséfone O ideal é que a mulher Perséfone encontre o equilíbrio entre suas quedas e principalmente que aprenda a lidar com a dualidade.
Lumina Eterna
Psicóloga
Sacerdotisa de Hécate
Sacerdotisa iniciada na Tradição Caminhos das Sombras

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